CLUBE DA SERRA DE JARAGUÁ - GOIÁS.
01 - Quando entrando numa térmica forte, vocêse
sente pendulando para frente, abaixo de sua asa e parando em seguida.Nesta
fase, você tem que reduzir a atuação do freio parasua
asa ganhar velocidade. Uma vez dentro da termal, voe na taxa de quedamínima
(mas não voando lento). Quando sair da térmica,fique pronto
para controlar o mergulho de sua asa (à sua frente),aumentando o freio
durante o avanço (levante completamente os freiosquando a asa estiver
em seu ponto mais adiante). Veja também "PilotagemAtiva" em "Colapsos
e Situações Ruins".
02 - Se você voa com a indicação de umvariômetro:
se ele indica um aumento na taxa de subida, abra sua volta(você pode
até mesmo ir reto). Se a taxa de subida diminui,feche sua curva, pois
você estaria voando longe do centro da térmica.
03 - Se você entra numa forte térmica com a lateral
de sua asa (sua selete é erguida de um lado), o outro lado sustentará
menos peso e poderá entrar em colapso. Você sentirá o
freio externo mais suave. Neste ponto, puxe o freio mais suave para aumentar
o ângulo de ataque e prevenir o colapso. Uma vez que a tensão
do freio seja restabelecida, escolha entre reentrar completamente ou sair
da térmica. Só não permaneça na periferia datermal.
14 - O eixo de uma térmica inclinará com o vento
na proporção de sua própria taxa de ascendência
e a velocidade horizontal do vento. Quando seguindo numa térmica sobre
uma região montanhosa, é normal voltar ao morro (enquanto subindo).
Mas lembre-se de que você precisará voltar à frente (normalmente)
do morro caso perca térmica. Você estará então
lutando contra o vento de frente. Para este propósito, nãoexceda
um ângulo de 45 graus (razão de planeio de solo de 1.0)enquanto
estiver subindo e ainda estiver atrás do morro.
15 - Você está longe de qualquer cume e sentealgum
LIFT. Mas você o atravessa. Você está querendo saberse
deveria fazer uma volta em "U" à sua esquerda ou direita para retornar
ao LIFT da térmica. Vá para o lado que ergueu mais sua asaquando
você estava no LIFT. Isto o fará passar mais perto docentroda
térmica.
16 - Você está enroscando a mesma térmica
com outro piloto à mesma altitude e ambos estão descrevendo
um grande círculo. Você nota o outro piloto afundar de repente.
Reduza seu raio ou inverta o giro para evitar a descendente. Até que
o outro piloto volte à térmica, ele já estará
abaixo de você.
17 - Voe na direção em que o ar "não quer
que você vá". As térmicas tentarão o expulsare
criarão um cume "virtual" devido a variação de LIFTna
radial do eixo térmico. Por exemplo: você sente que sua asaergueu
o lado direito (sua selete é erguida por seus tirantes da direita),
o que o empurraria para o lado esquerdo. Freie mais o direito atéque
você comece a enroscar.
18 - Enroscando próximo de um cume. Fazer voltas em8
pode ser melhor do que o 360º se houver o risco de colidir com o cume.
19 - Por Robbie Whittall: Quando você sente um LIFT térmico
de um lado da asa, freie aquele lado, mantenha a rota e se a sensação
diminuir, vire mais para o lado que levantou para manter a mesma sensação.
Se esta manobra for executada corretamente, você acabará descrevendo
um círculo ao redor da térmica. Neste momento você saberá
o diâmetro térmico e o centro. Então, feche seus círculos.
20 - Se você perdeu a térmica na qual você
estava. Faça círculos maiores para reencontrá-la enquanto
olha os outros pilotos que voam abaixo de você, pois você ainda
pode ter tempo para usar essas térmicas uma vez que você entre
no eixo delas. A térmica ativa para os pilotos abaixo de você
pode estar fraca demais em sua altitude.
21 - A térmica em que você estava lhe proporcionou
um ganho de altitude mas finalizou seu ciclo e não dispõe de
LIFT suficiente para manter sua altitude. Você também sabe que
a térmica normalmente se forma por ali. Muitos pilotos nãoaperfeiçoam
a taxa à qual eles descem e pensam que qualquercoisa que não
faz o variômetro apitar é igualmente ruim.Concentre-se em permanecer
na área em que o faz descer tãolento quanto possível.
A atividade térmica segue um ciclo quedura aproximadamente 15 minutos
(ou qualquer coisa entre 5 e 30 minutos)entre o tempo que elas dispõem
de maior ascendência. Aperfeiçoandosua taxa de queda, você
estará melhorando suas chances de esperaro próximo ciclo com
LIFT suficientemente forte, que o farásubir. Isto é quandovocê
começará a notar quemuitos pilotos vão diretopara a
zona de pouso enquanto vocêcomeça a ganhar altitude.
22 - Se você vê folhas de árvores movendo-se
abaixo, uma térmica tem que estar passando por ali. Ultrapasse aquela
área e encontre-a (a menos que você já tenha um bom LIFT).
Outro indicador visual de térmicas são grupos de animais ascendentes
(urubus, borboletas…). No verão, você pode ver pétalas
de flores subindo. Se você de repente sente um mau cheiro, normalmente
estará vindo do solo, em uma térmica.
23 - Você estava voando durante algum tempo em calmaria
e agora está entrando numa descendência. Pode haver alguma térmica
um pouco mais adiante, assim não dê a volta rapidamente. Normalmente,
existe uma térmica próximo à descendente. Tente achá-la.
24 - Uma forte térmica constitui um obstáculo
para o vento. Se você está no vento que retorna e desce (atrás
ou "downwind") de tal térmica, espere turbulência além
do fluxo da descendente. Se você precisa sair da térmica, escolha
a direção que seja a frente da térmica ("upwind"). Note
que a regra da saída no "upwind" não se aplica quando você
está fazendo um vôo de cross country.
25 - Deriva do núcleo térmico. O vento causará
uma zona no qual se dará o máximo de LIFT dentro do fluxo que
está subindo. Imagine uma térmica com um corte transversalsendo
moldada como uma gota D'água caindo horizontalmente, na direção
da ascendência. Se você entra na térmica por trás
(downwind), continue apontando para o "upwind" (a frente) para encontrarseu
núcleo (mais liso e maior). Não fique no LIFT desordenadodas
periferias de uma coluna térmica.
26 - Como calcular o LIFT térmico que você encontrará,
baseado na variação de velocidade de vento na decolagem. Assumindo:
• Velocidade do fluxo vertical térmica = 0.9 x (Variação
na velocidade do vento na decolagem)
Sua taxa de queda média é 1.2 m/s (236 fpm)
E sabendo que 1 km/h = 0.278 m/s (1mph = 87.9 fpm), nós podemos estabelecer:
Os primeiros 4.8 km/h (3.0 mph) da variação de velocidade do
vento é necessário para dar sustentação ao vôo,
e todos os 4.0 km/h (2.5 mph) adicionais somará outros 1 m/s (197fpm)
de LIFT.
27 - Quanto mais protegida do vento é a superfície
que gera as térmicas, mais fortes e de ciclos mais longos serão
as mesmas. Estas áreas acumularão mais calor antes de ter uma
bolha se desprendendo. Uma superfície exposta ao vento (como uma pedra
recortada) não poderá aquecer ar suficiente e lançá-lo
ao mesmo tempo. Ao invés disto, formara uma térmica mais constante,
mas com o LIFT mais suave.
28 - Quando na base de uma nuvem, evite as correntes descendentes,
visíveis como filamentos que se rebaixam.
29 - Lastro. Se for lastro rígido (isso pode machucar
alguém lá embaixo), mantenha-o com você. Deixar cairseu
lastro (quando for água), não fará diminuir suataxade
queda satisfatoriamente. Veja as leis abaixo. Por exemplo: assumindoquesua
melhor taxa de queda é 1.1 m/s (217 ft/min), deixar cair 4,5Kg(10
lb) quando seu peso em vôo total é de 90 Kg (200 lb)melhorará
sua taxa para 1.072 m/s (211 ft/min). Assim, concentre-seem sua técnica.
Deixar cair seu lastro cuidará apenas de mostrarseu desespero para
os outros. Esta é a lei fundamental:
• Força = Coef_Arrasto x Área x V x V (V=Velocidade)
O seguinte pode ser deduzido:
• V_Final = V_inicial x Raiz(Peso_final/Peso_inicial)
Note que você também pode aplicar esta regra para sua velocidade
horizontal quando pensar em aumentar sua velocidade com o lastro. Adicionando
4,5 Kg (10 lb) para uma carga alar total de 90 Kg (200 lb) só lhedará
2.5%, ou 1.1 km/h de velocidade adicional (0.7 mph), se vocêtiver uma
velocidade máxima de 45 km/h (27.9 mph).
30 - Um simulador térmico barato. Vá para umlote
baldio e traga um amigo (vamos chamá-lo de Zé), um giz,umavenda
e um apito. Vá para o centro do lote e coloque a venda emvocê
mesmo. Diga ao Zé para fazer o contorno de uma térmicacom o
giz, com aproximadamente 12,5 m (40 pés) de diâmetro,com umX
no centro. Peça para o Zé que o leve fora da "térmica"
e o aponte um pouco na direção dela. O Zé apitará
quando você estiver na térmica, aumentando o volume conforme
você estiver mais próximo ao X (como num vário). Simule
as posições do freio com suas mãos. Comece a caminhar
com passos lentos e constantes. Tente circular em torno do X. Tente novamente,
mas mudando a velocidade de seus passos.
O autor não encoraja manobras extremas. É nem se responsável
por acidentes ou danos como resultado das dicas dadas neste documento.