CLUBE DA SERRA DE JARAGUÁ - GOIAS.


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COMO FAZER UM BOM POUSO

 
A maioria dos acidentes em vôoacontecem em pouso e decolagem: aproximações mal calculadas,erros de pilotagem nos últimos momentos de voo…
O inverno é a melhor época para treinar a aterragem, uma vez que as ascendentes, regra geral, são mais fracas e os "merrecanços" mais comuns.
Aterrar ou pousar começa pela preparação da aproximação, de forma a terminar o vôo em pé, lentamente e no local previsto. A escolha do tipo de aproximação faz-se, entre outras, em função da velocidade e direção do vento, da configuração do terreno e dos seus arredores, do nível de pilotagem que temos.Poderemos passar rapidamente de um tipo de aproximação a outro,caso seja necessário, vantagem que nos é dada pela pouca velocidadeda nossa aeronave.
A prioridade é de aterrar com vento de frente. Aterrar com vento de costas pode ser extremamente perigoso. Estimar a nossa velocidade de penetração é extremamente importante. Ter de aterrar fora do terreno, por excesso de vento junto ao solo, poderá ser muito grave, dependendo da configuração e acidentes do terreno. Um bom truque para estimarmos a velocidade solo,cedo, é fazermos mira com o joelho e a ponta do pé, para podermos ter referências mais precisas. Caso haja pouca penetração, deveremos o mais cedo possível acercarmo-nos próximo do local da aterragem e aí fazer a aproximação .
As diferentes aproximações
A aproximação em "S" é a mais utilizada porque é mais simples e permite gerir melhor a última centena de metros. Permite perder tranquilamente altitude em frente ao terreno, em "S" ou "8", sempre com atenção ao ponto de aterragem, e efetuar uma "final" com boa altura. Este tipo de aterragem poderá não poder ser utilizado, por exemplo se os arredores do terreno o não permitirem, ou se outra asa estiver a aterrar. Daí a necessidade de dominar outros tipos de aproximação, necessidade maior quando começamos a dar os primeiros passos em distância, uma vez que não conhecemos o local onde vamos aterrar.
As aproximações em "U" e em "L" devem estar perfeitamente assimiladas, até porque exigem muito maior precisão e de treino que a clássica aproximação em "S" .
A partir de um certo nível de experiência, organizamos a nossa aproximação do alto, mesmo num sítio desconhecido..Para isso é necessário avaliar rapidamente o sentido e velocidade do vento , seja observando os sinais habituais (birutas, fumaças,árvores, água, outros parapentes, etc.) seja observando a nossaprópria deriva em relação ao solo. No inicio épreferível o sacrifício e fazer um levantamento do local ondeiremos aterrar,e se possível perguntar aos pilotos locais as particula-ridadesdaaterragem.
Se uma vez em vôo nos sentirmos ansiosos, deveremos ir de imediatopara próximo da aterragem, tentando assim observar o plano de vôo dos outros pilotos.
Análise das condições
Saber analisar bem as condições aerológicas nas camadas baixas é muito importante para a preparação da aterragem. É muito fácil se o dia estiver bom e houver mais asas a aterrar. Pelo contrário, se as coisas se complicarem (força e direção do vento, zonas turbulentas ou terrenos pequenos) a boa aterragem dependerá da precisão e rapidez da nossa análise. Não há nenhuma receita mágica: é preciso voar para enriquecer progressivamente a nossa "ciência do ar".
Em caso de dúvida, a fórmula mais segura é sempre preferível: se pensamos que a aproximação vai ser turbulenta, émelhor fazer uma aproximação simples, sem necessitar de muitasmanobras. Poderemos, mesmo, fazer orelhas, para evitar fechos a baixa altura.Se a nossa aterragem começar a parecer difícil e achamos queum outro local nos parece mais seguro, deveremos mudar o plano de vôo.Devemos sempre optar pelo mais seguro , não contando nunca com a sortepara resolver o problema.
A aproximação - Final
Bem efetuada, é uma linha reta que nos leva ao centro do terreno,no eixo do vento. Embora se possa aterrar com vento lateral, devemos evitá-lo; no entanto é preferível a fazê-lo do que manobras a baixa altura.
A velocidade de aproximação, deverá ser a correspondente à velocidade máxima (mãos em cima). Uma asa acelerada permite maior maneabilidade e uma travagem ("arredondamento") mais suave(transformando a energia cinética em energia potencial). Nãodevemos utilizar o acelerador perto do chão. É preferívelaterrar na vertical, ou mesmo em marcha ré, que arriscar um fechoa baixa altura. Devemos igualmente evitar todas as manobras a baixa velocidadeperto do chão, para evitarmos o"stol", embora esse tipo de manobranos permita aterrar em espaços muito reduzidos. Com turbulência,ou grande gradiente, o risco é ainda maior. Caso nos enganemos e travemosdemasiado cedo, é sempre preferível manter os comandos àaltura do peito, do que os levantar para corrigir, e correr o risco de aterrarcom grande velocidade e em zig zaz.
Precisão na aterragem
Devemos sempre ser o mais precisos e exigentes em relação ao local de aterragem. Mesmo que a aterragem seja muito grande e fácil, devemos sempre impor a nós próprios um ponto preciso para o fazermos. Esse treino um dia será útil.
Saber deixar o solo e voltar, é essencial para a segurança, mas sobretudo para o prazer de voar.